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Pensamentos Capoeira

Quando estou quieto e desanimado e o momento em que penso na vida, nas coisas que deixei passar e que não aproveitei, nas oportunidades que tive e não abracei, nos momentos felizes que tive e não soube dar valor. Porem se me perguntar se eu me arrependo de algo que perdi e que fiz, minha resposta e direta NÃO, arrependimento não volta atitudes feitas, não volta momentos perdidos, não trás a felicidade passada. Mais faz você aprender a não perder mais oportunidades presentes e futuras. Em minha mente parada, em momentos de problemas o que se passa em minha cabeça para acalentar meus pensamentos entristecidos, se passa uma linda e bela roda de capoeira, uma roda onde todos os meus problemas somem por horas, onde todas as tristezas ficam no mundo de fora, roda mundo da capoeira, a capoeira e meu mundo, minha válvula de escape. Salve Capoeira. Professor Buscapé Teresina-PI

Reflexão da vida do Capoeira.

Nas rodas de capoeira da vida, nem sempre o que os outros tem e o que podemos ter, pois nem sempre o que os outros tem pode nós fazer bem. Foi preciso cair muito e com as quedas as dores, para que com as dores eu pudesse aprender o real valor das coisas. Foi necessário ficar calado, olhar e observar as pessoas nesta vida de capoeira, para que eu não enclausurasse com o tempo. Foi preciso muitas rodas, muitos treinos para que eu construísse o meu caminho na capoeira. Foram fundamentais as músicas, para que eu me alegrasse nas horas de tristeza e desanimo. Foi imprescindível a fé, para que eu, não perdesse a esperança. Foi preciso perder algumas coisas para na vida de capoeira, para que ganhasse mais experiência de verdade. Foi no silencio que fui ouvido com clareza, pois sem provas não tem aprovação. E a vitória sem conquista é ilusão. Foi preciso andar sozinho para aprender o real valor das coisas. Mais foi andando sozinho onde obtive mais conhecimento, amadurecimento, cons...

A mudança e na capoeira ou no Capoeirista?

A mudança e na capoeira ou no Capoeirista? Já ouvi muitos comentários dizendo que a capoeira não muda, mais sim os capoeiristas e que mudam evoluem e regridem na capoeira, olho e analiso sempre as opiniões diversas sobre este assunto. Vejo que se o capoeirista evolui a capoeira evolui junto, o capoeirista e que faz a capoeira, assim como os escravos a fizeram, a capoeira sofreu grandes modificações durante o decorrer dos séculos, pesquisando e lendo muitos relatos a capoeira passou por muitas modificações entre os séculos XIX e XX e com toda certeza se modificará mais ainda. O que vemos no século XX e um maior interesse pela parte histórica e um grande interesse por parte dos capoeiristas sobre as tradições e fundamentos da capoeira, que por sinal e um grande avanço para as gerações futuras, ainda são poucos que despertaram este interesse, mais são estes poucos que estão levando aos demais que ainda não se despertaram para isso. Hoje no século XX, temos grandes ferrame...

O respeito nas rodas de Capoeira

O respeito nas rodas de Capoeira A grande maioria das pessoas acreditam que para educar crianças e jovens basta falar sobre boas maneiras, fazer longos discursos teóricos sobre como se deve agi r no decorrer de suas vidas. No entanto, esquecem-se da força do exemplo e negam a teoria fazendo o que desaconselham ou deixando de fazer o que ensinam. Certo dia, dois camaradas capoeiristas estavam em uma roda de capoeira e nesta roda de capoeira tiraram um Mestre de Capoeira do jogo. Como um deles tinha a vontade de jogar com o outro parceiro que estava jogando com o mestre que foram tirado do jogo. Todavia, antes de terminar o jogo, perceberam que o professor que comandava a roda estava resmungando, em companhia de outros professores e Mestres, lhes falava com veemência, fazendo parecer que reprovava aquela atitude. Como não entendiam nada do que estava se falando, pois, a música e a bateria estava alta, ao sair da roda perguntou a seu camarada que o acompanhava, que vivia ...

O Mvet, Berimbau.

O Mvet ( Historia Berimbau) O Mvet é tanto um instrumento musical como também uma história épica. Uma espécie de literatura cuja narrativa expõe fatos históricos e ações heróicas de personagens excepcionais. O instrumento está relacionado as etnias Fang/Beti, subgrupos de povos Bantus, que hoje habituam os países Africanos do Congo (Brazzaville), Gabão, Guiné Equatorial, a ilha de São Tomé e príncipe e Camarões. Afirma-se ter sido criado durante o êxodo do povo Fang/Fãn, e é construído com materiais da floresta tropical Central Africana, feito de bambu, e acompanhado por várias cabaças identificadas como masculinas e fêmeninas, que ressoam quando as cordas são ligeiramente tocadas. A história oral do Mvet é caracterizada por uma fase denominada de EKANG. A face Ekang inclue temas spirituais e mitológicos, tais como Nzana Nga Zogo, que engloba todos os aspectos da cultura fang como a filosofia, a poesia, o conhecimento científico do mundo, histórias que honram os líder...

Gunga: O símbolo do Poder...O guardião da voz.

Gunga: O símbolo do Poder...O guardião da voz. A palavra gunga, da mesma forma que jiló, bunda, caçula, kalunga, samba, quilombo, muleque, curinga, xingar, ginga, missanga, quiabo, dendê, tanga, quitanda, canjica, calango, cafuné, bamba, candomblé’, entre outras que, enriqueceram o português falado no Brasil, pertencem  ao tronco linguístico Bantu de Angola e do Congo, precisamente.Gunga, ou melhor N’gunga, palavra pertencente a vários idiomas Angolanos como o Umbundu, o Kimbundu, o Kikongo, e o Lingala,  significa “Sino”.   Ongunga = O sino.Na cultura da minha etnia, os povos Ovimbundu do planalto de Benguela, o gunga (sino) não se refere apenas ao instrumento de percussão em forma de ferradura. Tradicionalmente, o gunga, de boca única ou dupla, simboliza autoridade máxima, um emblema de poder que, pode aparecer em substituição do termo Soma Inene, significando o grande rei.  O rei, que recebe o gunga como herança, nunca se distancia dele e, como objecto e...